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COLUNA POSTADA POR:

Arilton Barreiros (Política)

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POLÍTICA - o que rola na região

15/06/2016

 Frase: A VIDA SEM COMEMORAÇÕES É UMA LONGA ESTRADA SEM UMA HOSPEDARIA. DEMÓCRITO DE ABDERA, FILÓSOFO GREGO.

 
Legenda: Prefeito de Jaguaruna, Luiz Napoli decidiu não ser candidato novamente, mas pretende eleger seu sucessor e está trabalhando para isso.
 
- Luiz Felipe Remor, que foi secretário da Saúde na administração atual e é suplente de vereador pelo PMDB, ocupou o cargo de secretário da Agência de Desenvolvimento Regional de Laguna com o pedido de afastamento de Mauro Candemil, que pretende ser candidato a prefeito em outubro.
 
- Prefeito de Tubarão, Olavio Falchetti, pressionado pelos órgãos de meio ambiente e pelo Ministério Público, viu-se na obrigação de baixar decreto proibindo os sepultamentos no cemitério municipal, localizado no Centro, próximo à Catedral, sob pena até de ser preso.
 
- Ao contrário do que muitos dizem, o ex-prefeito Luiz Carlos Brunel Alves será candidato mais uma vez em Capivari de Baixo. Ele conversou conosco e disse que já está indo de casa em casa visitar os eleitores e que não tem nada que o impeça de disputar o pleito em outubro.
 
- Apesar do PMDB em Laguna ter os nomes de Mauro Candemil e do médico Zeno Alano Vieira como pré-candidatos à prefeitura em outubro, o nome do atual prefeito, Everaldo dos Santos, ainda continua sendo o mais forte.
 
- Reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancelier esteve em Araranguá e assinou com o reitor da Unisul, Salésio Herdt, a rescisão do contrato firmado no final de maio para a compra do imóvel naquele município pertencente à universidade tubaronense. Os recursos de 17 milhões não existem no caixa da UFSC, nem no orçamento da União.
 
- É possível que o atual prefeito de Grão-Pará, Amilton Ascari (PSD), deixe de disputar a eleição de outubro. Como já foi prefeito do município por duas vezes, o popular Breca não está muito entusiasmo pela disputa. Caso não seja candidato, o partido tem em Célia Kulkamp o nome certo para o embate.
 
- Presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputado Gelson Merísio, pertencente ao mesmo partido do governador Colombo, o PSD, declarou que as Agências de Desenvolvimento Regional são perfeitamente dispensáveis. O governo gasta R$ 250 milhões por ano com elas.
 
 - Em Rio Fortuna o PMDB deverá disputar a eleição tendo o atual prefeito Lourivaldo Schuelter, o popular Pita, como cabeça de chapa à reeleição. É praticamente certo que o atual vice-prefeito Valdeci Della Giustina integre a chapa, pois é o nome preferido por Pita.
 
- Segundo um forte líder político do Partido Social Cristão (PSC) de Tubarão, a sigla não vai abrir mão de forma alguma da cabeça de chapa na eleição de outubro próximo. Além do candidato a prefeito, Edi Carlos de Almeida, o partido tem 15 nomes mapeados para a Câmara de Vereadores.
 
- PMDB de Jaguaruna definiu que o contabilista Reginaldo Cardoso será seu candidato a prefeito. O popular Nado Contador na convenção realizada semana passada teve 32 votos dos 61 convencionais presentes e Edenilson Montini ficou com 19 votos.
 
UMA CAMPANHA DIFERENTE
Diferentemente de outras eleições, neste ano quem pretende vencer a disputa terá que fazer uma campanha focada em boas propostas, sem mentiras e ilusões. E não adiantará apenas o horário gratuito no rádio e na TV e muito menos acreditar que ter site e canal em redes sociais é estar fazendo marketing político digital. Precisará de muito mais. O eleitor mudou e a comunicação também. Os candidatos terão que repensar a maneira de se fazer campanha. Será preciso tirar o foco das ofensas e difamações em primeiro lugar. Terão que aprender a gerar conteúdo relevante e relacionar-se com os eleitores. O sucesso será do candidato que atender às necessidades da comunidade, principalmente onde ela não está sendo ouvida, e abordar questões que não estavam sendo tratadas. Monitorar as redes sociais será importante para saber o que pensa também a opinião pública. Prometer demais será prejudicial, assim como propostas mirabolantes.
 
ENTREGANDO NOSSAS RIQUEZAS
Em 2009 o site Wikileaks vazou documentos do consulado americano no Rio de Janeiro, entre eles uma correspondência entre José Serra e executivos das petrolíferas norte-americanas Chevron e Exxon, em que ele assumia o compromisso de mudar as regras de exploração do pré-sal brasileiro para beneficiar as empresas americanas, bem como outras empresas petrolíferas estrangeiras. Na ocasião Serra prometeu às empresas estrangeiras que a lei de exploração petrolífera seria alterada caso os interesses destas empresas fossem atingidos pelo Congresso Nacional. Após a reeleição de Lula o tema foi deixado de lado e voltou à tona em 2015, quando Serra, então senador pelo PSDB, apresentou projeto denominado PLS 131, que entre outras coisas estabelece a participação mínima da Petrobras. No início deste ano o projeto foi apreciado em caráter de urgência com os defensores da proposta destacando as dificuldades financeiras atuais da Petrobras. Os opositores ao projeto afirmam que a iniciativa resultará na entrega das riquezas naturais do Brasil ao controle das multinacionais.
 
ENFIM UMA NOVA PESQUISA 
Após termos questionado o desaparecimento das pesquisas, ontem a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou levantamento feito pelo Instituto MDA em 137 municípios do Brasil, onde foram ouvidas 2.002 pessoas. A avaliação positiva do governo interino de Michel Temer é de 11,3% e a avaliação negativa é de 28%. A aprovação do desempenho pessoal do presidente atinge 33,8% contra 40,4% de desaprovação. Na comparação entre os governos de Michel Temer e de Dilma Rousseff, 54% disseram que o governo Temer está igual ao de Dilma e que não se percebe nenhuma mudança no país. Para 20,1% está melhor e para 14,9% está pior. Para 50,3% a eleição para presidente marcada para 2018 deveria ser antecipada para este ano. Na intenção de votos para as eleições presidenciais, Lula tem 22%, à frente do senador Aécio Neves, que registra 16%, praticamente empatado com Marina Silva, que tem 15%. Em seguida estão Ciro Gomes, 6%, Jair Bolsonaro, 5,8%, e Michel Temer, com 5,4%. Brancos somam 21,2% e indecisos, 8,9%.
 
 
 

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